domingo, 18 de setembro de 2016

Design de Interiores nos EUA

          Muitas pessoas ao decorrer deste ano mesmo me pediram para escrever sobre Design nos EUA e quais as principais diferenças entre os EUA e o Brasil em termos de Design. Em primeiro lugar, eu tenho uma ideia de como é projetar no Brasil mas não saberia dizer exatamente como funciona pois, afinal de contas, nunca trabalhei como designer no Brasil. No Brasil, meu último emprego, como os leitores sabem, foi de professor de matemática na Escola Carandá em São Paulo. No entanto, é possível ver claramente as diferenças entre esses dois países com respeito ao estilo e também quanto às lojas, sem falar no custo de decorar uma casa aqui e uma no Brasil. Mas não vamos partir para esse assunto depressivo, não é mesmo?

          Vale dizer que as construções variam também, assim como o estilo. No Brasil percebo já por muitos anos uma tendência moderna nas construções e também no design e decoração. O brasileiro gosta muito de branco. Vários clientes meus, ao primeiro contato pronunciam as palavras "moderno" e "branco", muito associado com o termo "clean" e "minimalista" que significa o mínimo necessário dentro de um ambiente. Se formos traduzir este parágrafo em uma imagem externa e interna, seria mais ou menos assim:




          E isso é ruim? Logicamente que não. Cada um de nós tem um estilo que nos atrai e que gosta mais do que outros e isso se deve por vários fatores como a casa em que cresceu, bem como a época em que viveu. Dito isso não é muito comum ver, nos EUA casas modernas com interiores modernos também, principalmente na Flórida. Há bairros e cidades onde esse tipo de arquitetura e design são mais comuns e mesmo em Orlando, aqui vizinho a mim, em Winter Park, várias casas antigas foram demolidas e no lugar, construíram-se casas modernas como essa. Na Califórnia esse tipo de construção é bem comum e no Brasil também. E a minha opinião qual é? Gosto deste estilo? Sem dúvida nenhuma é um estilo muito bonito, mas mesmo nesse ambiente acima, podemos detectar alguns pontos ou falhas em termos de "design". Vamos primeiro deixar claro que decorador não é designer e arquiteto, embora seja "designer" pois o termo traduzido seria "projetista", este não tem, no curso de arquitetura nem aqui, nem no Brasil, um estudo aprofundado sobre design de interiores, princípios do design, história do interior design, mesmo dentro das cavernas que foi o primeiro tipo de design na história da civilização. O curso de design oferece em 4 anos, um estudo aprofundado do interior das construções, desde casa até hospitais e como o ser humano se comporta e sente as características do ambiente ao seu redor.



          Na foto acima, um ambiente monocromático (monotone em inglês) dá para perceber que o sofá da sala não é confortável. O assento está deveras longe do encosto o que fará com que o corpo fique quase deitado no sofá, com a coluna encurvada e o pescoço virado para frente. A não ser que você tenha mais de 1,90m de altura e somente menos de 10% da população tem, essa é a posição que irá sentar neste sofá. Os dois assentos, mesmo o sofá como as cadeiras estão posicionados um à frente do outro. Se quiser assistir TV terá que virar sua cabeça 90 graus ou 45 graus o corpo e 45 graus a cabeça. A Tv está posicionada distante dos assentos. Para cada tamanho de TV há a distância mínima e máxima para assistir confortavelmente, bem como a altura em que é posicionada. Outro fator é que sem o auxílio de cortinas e black outs, a luz das grandes janelas torna difícil visualizar o que há na TV, a não ser que seja noite. Percebeu? É bonito na foto, mas não é "functional". Não é funcional, não funciona para o objetivo proposto. Uma outra palavra que não combina com esse interior e que quase todos nós buscamos é a palavra "aconchegante". Aliás o branco tem pouco de "aconchegante". Também a palavra monotone (um só tom) tem uma derivada monótono que você sabe bem o que é. 

          Outro fator a considerar é que esse tipo de ambiente "casa" com o estilo arquitetônico da propriedade. Mas seria um erro fazer um ambiente desses dentro de uma casa com estilo arquitetônico tradicional. Ao entrar na residência sentiríamos que algo está errado e não saberíamos dizer o quê.

Em uma casa no estilo American Colonial seria um
erro fazer ambientes ultra modernos

       Nos EUA, há diversos estilos de construção e o moderno deve ser o menos construído. Principalmente pelo custo. Casas modernas custam, pelo menos, o dobro do valor por pé quadrado, do que uma construção tradicional quase em qualquer estilo. Mas o moderno dá status, dá idéia de caro, de "riqueza", de sucesso, de bom gosto, etc, claro, primeiramente difundido pelos filmes de Hollywood. Por esse motivo muitos desejam ter este tipo de construção e design, não tanto pelo conforto, mas pela beleza e pelo status. Casas ultra modernas têm mais a ver com o status que proporciona do que com o aconhego que a família sentirá dentro da residência. Dá uma impressão que o proprietário é no mínimo uma pessoa sofisticada, inteligente, acima da maioria. Será?

           Até este ponto conseguimos definir a principal diferença. A grande maioria dos brasileiros gosta do moderno e branco enquanto a grande maioria dos americanos, agora, opta pelo tradicional contemporâneo. O que seria o tradicional contemporâneo? Aqui vão algumas fotos:





          Há alguma dúvida de que estes ambientes são aconchegantes? Sim, é o tipo de design que faz você não querer sair de casa. Sua casa é o melhor lugar do mundo e a pessoa deriva prazer da beleza, funcionalidade e "aconchegância" (inventei agora rss). Os som são abafados e absorvidos pelos diversos tipos de tecido e texturas. Cortinas filtram a luz externa e não agridem a visão. Não há contraste e seu rosto não franze por causa do excesso de luz. As camas, cadeiras e sofás são confortáveis e o design feito para estatura da maior parte da população. Tudo foi pensado inclusive aonde sentar para amarrar os sapatos. As pessoas só percebem a falta de um banco ou cadeira quando têm que sentar em uma cama alta para calçar os sapatos.

          Não fica nada barato fazer ambientes assim. Dá para ser criativo e economizar em muitos pontos, mas projetar tetos, paredes, molduras, lareiras, janelas etc pode custar caro pois a m-d-o nos EUA não é cara e sim "valorizada". Quem trabalha bem e é profissional quer receber bem pelo que faz e merece mesmo. Se achar que um profissional é caro, imagine quanto custará um amador depois do resultado imperfeito?

         Por esse motivo há uma diferença principal entre Brasil e EUA. As lojas tem móveis tradicionais, tradicionais contemporâneos e quase nada de moderno. Há pessoas que vão até Miami para poder visitar lojas e comprar móveis modernos para suas casas. Como eu já disse antes aqui no blog e repito sempre para meus clientes, "gostar de decoração e achar que tem bom gosto, todo mundo acha". Mas colocar tudo junto em uma casa só é preciso um pouco de teoria aprendida em cursos específicos. Há inúmeras coisas a considerar, a saber, cor, luz natural, artificial (há 5 tipos), circulação, segurança, funcionalidade e por aí vai. Uma contagem simples dos livros sobre design que tenho nas prateleiras da minha sala e que tivemos que estudar na faculdade são pelo menos 30. Há sim o fator bom gosto e talento, mas grande parte é teoria mesmo. 

Somente este livro, tem 700 páginas e estuda
em detalhes a circulação dos ambientes

          Há em Orlando uma loja de móveis modernos chamada Scan Design. Um sofá nesta loja pode custar 10 mil dólares. Uma cadeira, 3 a 4 mil. Com orçamento pequeno (geralmente é o caso) fica inviável comprar móveis nessa loja. É claro que ao adquirir um imóvel em Orlando, os brasileiros tentam comprar o melhor imóvel possível que podem pagar, mas quando chega na hora do Design e decoração, praticamente o dinheiro já acabou o orçamento é muito pequeno. Uma boa decoração e design deveria ser entre 15 e 20% do valor do imóvel para fazer algo médio-alto padrão. Mas a maioria que compra um imóvel de 450 a 500 mil dólares quer decorar uma casa toda com 35 a 40 mil que é menos de 10% do valor do imóvel. E não dá pra fazer? Sim, claro que dá, mas não vai ficar do jeito que a pessoa "imagina". 

Na Scan Design de Orlando dá pra comprar móveis
para se montar uma casa igualzinha a dos Jetsons

          Especialmente para as casas de locação de temporada, o que são 90% dos casos em que minha empresa é contratada, é preciso fazer algo que a maioria gosta, não especialmente o cliente. Se o cliente só vai usar a casa dele 10% do ano, então o seu gosto deveria ser 10% do design e 90% dos outros clientes que usarão a casa, se a finalidade é alugar e fazer com que o imóvel se pague e ainda sobre um pouco para a família vir passar as férias nos EUA. Na prática é o contrário. O cliente deseja 90% do seu gosto e não quer se importar com o que a maioria gosta. Por exemplo, americanos e europeus não alugam casas modernas e brancas, que é o que o brasileiro quer. E os brasileiros querem casas brancas e modernas o que não há muitas disponíveis no setor de locação. Se fizer uma decoração para um tipo específico, perde-se o resto da clientela em potencial. Por isso é bom fazer neutro. 

         Por esse motivo, sempre que inicio um projeto, converso bastante com os clientes e os faço entender que o melhor projeto para uma casa de locação e férias é o tradicional contemporâneo aliado ao estilo "boutique hotel" que qualquer um pode pesquisar na internet. O estilo boutique hotel é o que vemos nos hotéis mais caros do mundo. Há o mínimo de estampas, não é masculino nem feminino e não vai a nenhum extremo. Agora se a casa é só de férias da família, pode-se então fazer o que quiser. Sempre pensando numa futura venda da propriedade é sábio não ir à extremos. As tendências são em quase sua maioria um erro enquanto a elegância nunca cai de moda. Um exemplo é o uso de papel de paredes. Enquanto no Brasil é moda, nos EUA é fato que casas que têm papel de parede são mais difíceis de vender pois além de ser muito pessoal é trabalhoso e custoso retirá-los de paredes feitas de drywall e quase sempre com texturas. Em termos simples o papel de parede "espanta" os possíveis compradores. O objetivo de todo designer, nos tempos atuais onde o dinheiro é curto, é criar um ambiente "timeless", não está associado a nenhuma época e também jamais parecerá velho ou ultrapassado. 

          Pouca gente sabe mas, o design e decoração de uma residência pode melhorar a qualidade de vida da família de uma maneira jamais pensada. A segurança, funcionalidade e beleza pode fazer que os proprietários não só tenham uma vida repleta de boas sensações dentro de sua casa, mas também um lar que dá orgulho em receber amigos e parentes. Eu acredito que o próximo post, pedido por muitos, será como funciona na prática fazer um projeto aqui nos EUA em detalhes. Desde a conversa com os clientes até a montagem da casa.

           Seguem algumas fotos de ambientes que eu projetei e montei junto com minha equipe. Não são necessariamente o meu estilo, mas o melhor dentro do estilo e gosto de cada cliente.






O quarto da Juju ;-)



















segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Quero Mudar Para os EUA

          Já faz um mês que não escrevo para o Blog. Não que eu esteja sem tempo, falta mesmo inspiração. Eu acho que já escrevi de tudo aqui no blog e não parece haver algo que ainda possa ser escrito. No começo do blog, quando as coisas eram novidade e até mesmo um choque cultural eu tinha uma grande lista de coisas que eu queria escrever a respeito. Agora, eu fico semanas tentando pensar no que escrever pois me dá prazer escrever, mas sem inspiração ou assunto. Eu vejo que a maioria dos blogs que começaram junto com o meu já foram abandonados pelos autores e eu não gostaria que acontecesse isso com o meu. Será inevitável? Os leitores poderiam me dar uma ajuda não acha? O que você gostaria que eu escrevesse a respeito?


          Mas hoje me veio uma ideia após ouvir mais uma triste história de uma família que está voltando ao Brasil, cujo sonho de viver nos EUA virou um pesadêlo. Eu tenho minhas próprias conclusões sobre o motivo da decepção e gostaria de compartilhar com todos. 

          Eu mesmo cometi muitos erros mesmo antes de mudar e depois que me mudei também. Hoje teria feito as coisas um pouco diferentes, mas tudo foi aprendizado. Na hora da euforia a gente acha que pra tudo dá se um jeito e pra quase tudo, nós brasileiros, temos uma saída inteligente, um jogo de cintura, uma garra, etc. Mas para alguns, isso parece dar muito trabalho e depois de um tempo a vida nos EUA parece não valer mais a pena. Eu já conheci pelo menos 2 dezenas de pessoas que vieram e voltaram depois de pouco tempo. Porque isso se dá? Vamos lá, mas lembre-se é a minha opinião e não é regra. Para cada um que volta há dezenas que ficam:

- Falta de planejamento. 
Em quase todos estes casos, as pessoas vieram despreparadas. Tinham dinheiro, se encheram do Brasil, venderam as coisas ou limparam a conta corrente e vieram com visto de turista mesmo. Alguns, um pouco mais sábios, vieram com um visto de estudante para cursos de inglês. Não fizeram uma pesquisa extensa no Brasil, não consultaram um advogado de imigração para ver quais a chances reais de conseguirem se estabelecer definitivamente nos EUA, os caminhos, principalmente não pesquisaram a fundo a vida nos EUA. A imagem que eles tinham é a que adquiriram em muitas férias passadas nos EUA. Quando o dinheiro acabou ou quando o visto expirou, sem trabalho e sem chances de se legalizar a saída mais plauzível mesmo era o retorno. 
É preciso fazer muita pesquisa. Não se pode sair perguntando e esperando por respostas prontas. Tem mesmo é que gastar muitas horas no computador e consultar profissionais "recomendados" que têm experiência e histórico de honestidade como advogados, contadores, corretores, etc.



- Não estar preparado para a adaptação
No Brasil as famílias geralmente têm empregada ou empregados. Aqui a coisa é diferente. Mesmo americanos de classe média alta limpam sua própria casa, lavam a roupa suja e a maioria não frequenta cabelereiros, manicures, etc. Aqui as pessoas trabalham fora e ao chegar em casa começa o segundo turno. Claro que as coisas são mais práticas. Não há aquela poeira danada do Brasil mesmo porque as janelas ficam constantemente fechadas e o ar condicionado tem filtro. Contratar serviços de limpeza e ter uma empregada doméstica o tempo todo custa tão caro que as pessoas fazem elas mesmas. Então uma pessoa que muda para os EUA, compra uma casa grande e depois vê que não é possível pagar uma empregada em tempo integral, sentem falta da vida de mordomias do Brasil. As assistentes aqui cobram por hora e a limpeza não se faz como no Brasil, é tudo por cima. 
Outro fator é que, se não tiver autorização para trabalhar a pessoa talvez tenha que se submeter a coisas que não estava acostumada no Brasil, como limpar casas, pintar paredes e outras coisas. Já ouvi muitos dizerem que no Brasil tinham quem limpava pra eles e aqui nos EUA tem que limpar para outros para sobreviver e que isso não é o American Dream da pessoa. 


- Se envolveram com as pessoas erradas.
Eu sempre digo: Nem todo brasileiro é picareta e nem todo americano é honesto. Mas infelizmente há uma certa parcela da população brasileira vivendo nos EUA que não vai hesitar em tirar proveito de uma família que se instalou aqui com o bolso cheio de dinheiro que talvez levou uma década para adquirir. Há casos de pessoas e famílias que se meteram em vários negócios com "brasileiros gente boa" e que se deram muito mal. Parece que brasileiro não tem medo de fazer coisa errada nos EUA e embora muitos se dêm mal, há sempre aqueles que escapam ou sabem muito bem como burlar as leis e tirar proveito do sistema americano. Sempre é bom ter muita cautela quando o assunto é dinheiro. Qualquer negócio tem que ser feito por contrato e com ajuda de um advogado para que depois, caso dê errado, nenhuma das partes se sintam expoliadas. Se quiser pode ler este post aqui sob sub emprego. Pode parecer legal e não incomodar, mas às vezes é bem difícil. 


- O custo de vida
Nem é preciso se estender muito nesse assunto pois é claro que o custo de vida é menor. Mas se este custo de vida for pago em "reais" (dinheiro do Brasil) lembre-se que ele triplica pois agora o dólar custa mais que 3 reais.
Os carros, as casas, o supermercado, planos de saúde, etc é mais barato obviamente. Mas depois que se coloca tudo em uma pilha de contas, há um custo sim. E ao invés de sair perguntando a torto e à direito quanto se gasta nos EUA qualquer um pode entrar na internet e consultar o preço de qualquer coisa, desde aluguéis, supermercado, conta de luz, planos de saúde e por aí vai. Mas alguns acham mais fácil (e é mesmo!) perguntar e receber uma resposta pronta. No meu caso, eu tenho emails e perguntas que se empilham até o céu, não é possível responder a todos por coisas mínimas como por exemplo "quanto se gasta de supermercado aí?" Como eu vou saber os hábitos alimentares de cada pessoa que pergunta?

- Despreparo em geral
Algumas pessoas sequer sabem fazer uma simples pergunta em inglês. O que acontece quando são parados por um policial por passar do limite de velocidade? Não fizeram um curso no Brasil, fazem aqui mas não praticam. Instalam a Globo internacional em suas casas, só falam português o tempo todo e acham que a língua vai ser automaticamente "downloadeada" para dentro da cabeça.
Estão despreparados para encarar trabalho pesado, longas horas de trabalho, outros tipos de trabalho, estudar e trabalhar ao mesmo tempo, não conhecem e não fizeram pesquisa sobre como funcionam as leis de trânsito, como se dirige nos EUA, como é o seguro de carro para estrangeiros, como funcionam as casas nos EUA, o ar condicionado, um simples cortador de grama, o filtro da piscina, etc. Depois se vêm bombardeados de coisas para fazer e aprender e ficam totalmente frustrados. E tem ainda os que exigem tradução quando o professor da escola pede uma reunião com os pais para falar sobre o filho. Se estas pessoas fossem professores no Brasil e um americano exigisse esse tratamento, achariam um grande absurdo...

 Preconceito
Depois de viver quase uma década com uma família americana, com parentes e amigos americanos eu posso afirmar objetivamente: O americano tem preconceito de comportamento. Dificilmente a gente se depara com alguém que tem preconceito de cor, raça, etc. Mas demonstre um pouco sequer de coisas que no Brasil são comuns como falta de educação, desrespeito, falta de consideração e o sujeito vai sofrer preconceito. Coisas que no Brasil para nós nem são algo muito grave como não pedir por favor ou dizer obrigado ao garçon "todas as vezes que se fala com ele", aqui são levados muito a sério. Cortar a frente das pessoas, não segurar a porta, não dar bom dia, falar alto, etc é motivo suficiente para um americano querer distância de outro americano quanto mais de alguém de outra nação! Fazer festa e churrasco até altas horas da madrugada nem no Brasil devia ser permitido pois incomoda quem quer e precisa dormir. É uma baita falta de consideração. Alguns simplesmente não estão nem aí, depois chamam os americanos de preconceituosos pois o vizinho não olha na cara deles. Porque será não é mesmo?


- Se indispôr com a comunidade, vizinhos, etc. 
Parece que brigar é inerente em algumas pessoas. Brigam com um, depois com outro, depois com outro até que ficam brigadas com todas as pessoas. Tudo o que acontece pode ser resolvido em muitas maneiras. Mas alguns preferem brigar e romper. Depois de um tempo essas pessoas ficam mal faladas na comunidade brasileira ou até mesmo entre os americanos e começam a se sentir isoladas. Mais um motivo para querer voltar ao Brasil. 



- Não conseguir uma renda nos EUA
Quanto mais simples a pessoa que vem aos EUA e se aventura na modalidade "vou ficar ilegal" melhor ela se dá. Estes não esperam ganhar muito dinheiro, não querem ficar ricos, não escolhem trabalho e parece que tudo está bem.  Trabalham com qualquer coisa e se dedicam. Parecem até mais gratos por tudo o que têm, especialmente de viver aqui pois a vida no Brasil era infinitamente pior do que a que levam nos EUA. Aqui eles conseguiram coisas que no Brasil talvez nunca conseguiriam fazendo serviços simples e, porque são humildes, não se incomodam o trabalho. São bem quistos pelos empregadores americanos que, talvez nem liguem pelo fato de serem ilegais. No entanto para alguém da classe média e média alta do Brasil, se não conseguir uma fonte de renda aqui nos EUA que permita viver de uma maneira mais confortável, acham que não vale a pena ficar. Se não conseguir a legalização, um comércio ou um bom emprego, as chances de voltar são grandes, pois estas pessoas não irão deixar um certo status no Brasil para trabalharem em serviços "mais simples". Por isso o planejamento é fundamental. Outra coisa que vale dizer é que, empregador brasileiro, na maioria das vezes, suga até a alma do empregado brasileiro que não tem documentos. Algo assim herdado dos portugueses entende?

        A vida nos EUA pode ser maravilhosa. O American Dream que, na minha opinião é, ter saúde, uma boa casa, uma boa família em um lugar bonito e seguro é possível. É possível sim imigrar pelas maneiras legais e há muitas maneiras. Estudo, abertura de empresas, como investidor e outras. Só que é preciso pesquisa, consultoria, planejamento e dinheiro. As chances de alguém se legalizar trazendo no bolso aos EUA 5 mil dólares é possível somente através de casamento com pessoas que são cidadãos ou que possuem Green Card. É preciso dinheiro e não é pouco, como também vontade de trabalhar e "coragem". Vistos de trabalhos são difíceis de conseguir, é só pesquisar as exigências do visto H1-B que verá que pouca gente se qualifica. No entanto, para aqueles que vêem e conseguem se adaptar, a vida no Brasil, depois de um tempo nem se torna mais uma opção. Há excelentes exemplos de pessoas que se deram muito bem e que estão muito felizes, como eu por exemplo. Se esse é o desejo de alguém, assim como era o meu, é preciso lutar por ele com unhas e dentes. Obstáculos só nos deixam mais preparados para outros obstáculos. Se não for a hora, trabalhe mais, estude mais, se qualifique mais e economize. Use esse tempo para pesquisar tudo o que puder, assim quando chegar, as chances de ter que voltar serão muito menores do que alguém que veio despreparado. Boa sorte!!





segunda-feira, 25 de julho de 2016

Democratas ou Republicanos?



          Ultimamente não se fala em outra coisa nos EUA a não ser as eleições presidencialistas. E não poderia ser de outra maneira pois sabemos o quão patriotas são os americanos. É óbvio que qualquer que seja o resultado, todos nós que moramos aqui e também o mundo inteiro vai sentir os efeitos, principalmente aqueles países que têm ligações com os EUA. E qual a minha opinião, muitos tem se perguntado? 

          Eu não gosto de falar sobre religião, política ou futebol e outros assuntos polêmicos por motivos óbvios. Especialmente na internet onde as pessoas não têm filtro e simplesmente desrespeitam qualquer opinião que não seja a que ela possui. Também não entro em questões sobre nações visto que percebo que cada um que nasceu em uma determinada nação, acha que esta é a melhor do mundo. E quem sou eu para argumentar o contrário? Ao contrário, sou daqueles que acredita que cada um tem que viver aonde é feliz. Como já disse no post anterior me irrita profundamente alguém viver aqui nos EUA e reclamar o tempo todo. Para mim essas pessoas não serão felizes em lugar nenhum pois seu descontentamento tem raízes mais profundas.

          Porém, já que tantos querem saber meu ponto de vista, vou expor aqui no blog neste post. Eu, na verdade, não pertenço a nenhum dos dois lados. Há coisas nos democratas que me agradam bastante, mas percebo também muita coisa perigosa. Há coisas nos republicanos que me atraem também, mas às vezes, eles são muito extremistas. Felizmente os extremistas são a minoria nos dois partidos. Quais são os pontos positivos e negativos de cada um?

          Em primeiro lugar, esqueça o que você sabe de cada candidato baseado no que passa na TV no Brasil ou no Facebook. O governo brasileiro está completamente vendido às ideias "socialistas" e o governo do PT vai filtrar qualquer boa notícia a respeito dos republicanos e vai com certeza, endeuzar a candidata dos democratas pois é isso que o PT quer. O Facebook também está vendido ao governo Obama e isso não é expeculação, já foi mostrado e provado que há censura quanto a mostrar, publicar e compartilhar notícias negativas a respeito do governo, do Obama e da candidata Hillary Clinton.

          Em conversas com brasileiros ao telefone ninguém sabe, no Brasil,  realmente quem é essa mulher. Aliás, o brasileiro que é oposto ao governo e dominância do PT no Brasil, seria também contra o governo Obama e os democratas nos EUA. Basicamente o governo do Obama deve ter sido o pior governo da história dos EUA. Bilhões de dólares foram enviados como ajuda humanitária a países que escondem terroristas, dinheiro foi distribuído à vontade a pessoas que podem, mas não querem trabalhar (um tipo de bolsa família), celulares, food stamps fornecido indiscriminadamente e as pessoas usam até para comprar bebidas alcoólicas e cigarro. O Obama care em tese é uma boa ideia, mas na prática virou um grande fracasso. E quem trabalha duro é que está pagando a conta, como eu. 

             A dívida externa dos EUA, com duas guerras, era de 5 trilhões de dólares e agora está beirando, depois de somente 8 anos de Obama, sem guerra nenhuma, os 20 trilhões de dólares. Mais 8 anos desse partido e os EUA entra em um buraco que talvez não consiga mais sair. Eu me pergunto à vezes, porque tanto dinheiro é enviado à África sendo que New Orleans até hoje está parciamente destruída por um furacão que aconteceu há uma década atrás (o Katrina). É incompetência atrás de incompetência. Dinheiro é distribuído a países que odeiam os americanos e os veteranos de guerra, muitos com necessidades especiais estão à beira da miséria sem nenhuma assistência. Vê-se muitos deles pedindo dinheiro em faróis, mesmo em Orlando. Um Cubano que atravessa o mar do Caribe e pões os pés na areia de Miami recebe, imediatamente, mais benefícios que os homens que lutaram em guerras pelos EUA. E quem paga isso? Os americanos, é claro.

          Em tese também os democratas parecem bons. Mas na prática, os mal intencionados estão tirando proveito do "politicamente correto". O brasileiro jamais deixaria que outra língua se instalasse no Brasil. O brasileiro jamais deixaria que argentinos dominassem qualquer cidade do Brasil e exigisse tratamento em espanhol, maltratando qualquer brasileiro que entrasse nos seus estabelecimentos. O brasileiro jamais deixaria que "cidades de refúgio" fossem instalados no Brasil onde criminosos ou fugitivos da lei entrassem nelas e a lei do país não pudesse sequer tirá-los de lá. No entanto, por causa do "politicamente correto", os Cubanos, Portoriquenhos e outros tomaram conta de Miami e o espanhol é a língua oficial da cidade. Americanos são maltratados por eles dentro do seu próprio país. Eu conheço dezenas de americanos que dizem que não pisam em Miami de jeito nenhum. Os muçulmanos estão criando cidades refúgio onde a lei lá é a deles ou a morte. Nesse sentido o Brasil é altamente republicano, mas quer que os EUA seja democrata. No final das contas, o governo que tem que entrar é aquele que será bom para os americanos, não para os estrangeiros ou para aqueles que querem imigrar e receber benefícios. Qualquer país faria a mesma coisa. 


          Por causa do "politicamente correto" terroristas tiraram vantagem de muitos benefícios e se espalharam pelo mundo. Por causa do "politicamente correto" estes se infiltraram entre refugiados e vão fazer e acontecer em muitos lugares. Eu poderia ficar aqui o dia inteiro listando exemplos de como o "politicamente correto" está dando margem para oportunistas e pessoas mal intencionadas se aproveitarem do governo e do povo americano, também de qualquer governo de qualquer país. O pior de todos que eu conheço é que deve-se respeitar as práticas das religiões das pessoas, principalmente dos imigrantes e não se pode interferir. Mas que dizer se uma religião subjuga e maltrata mulheres e crianças, que considera qualquer um que não é da sua religião "mundano", "impuro", "inimigo" e que merece a morte ou o inferno como punição? Que, ou você é convertido ou você deve morrer? Neste ponto eu sou republicano. Quer vir morar neste país, então há regras aqui. Não se pode discriminar NINGUÉM e não se pode maltratar mulheres e PONTO FINAL. Mas os democratas ficam passando a mão na cabeça dessas pessoas e a gente vê isso na televisão TODOS OS DIAS. 

           No Youtube há videos de muçulmanos dizendo que gays tem que ser mortos, que qualquer pessoa que não se converta a Alah deve morrer. Esses vídeos foram feitos nos EUA, em mesquitas nos EUA, por pessoas que têm Green Card ou se tornaram cidadãos pelos benefícios a imigrantes e minorias, o "politicamente correto". E porque o governo não faz nada contra essas pessoas? Por causa do "Freedom of Speech" (liberdade de expressão) e porque é "politicamente incorreto". Se eu fosse presidente, essas pessoas seriam deportadas, TODAS, imediatamente. Elas seriam proibidas de pisar nos EUA, não somente elas como qualquer pessoa ligada a elas. Isso é para proteger a população. A política deles é tolerância zero não é? Devem ser tratados da mesma maneira então. Me diga que isso não incita na cabeça dos menos inteligentes o desejo de ir comprar uma arma e sair atirando dentro de uma boate gay e matar 50 pessoas inocentes que não fizeram mal a ninguém? Você acha que estes condenam o ato do atirador da boate Pulse?? De maneira nenhuma! Ele é o herói deles! Eo todos moram e se beneficiam das leis do país. 

         Daí os democratas vêm com essa bobagem que o problema é o "controle de armas"? Ora faça me um favor...???!!! Há controle de cocaína e outras drogas e o que impede os bandidos de comercializar? O controle de armas não vai tirar armas das mãos de quem deveria, isso é tão claro e cristalino?! Vai tirar de quem não pode se defender de outras maneiras. Bandido vai ter arma, não importa o que acontecer. Nesse ponto eu também sou republicano. A pessoa tem que fazer o que puder para se defender. No entanto, armas de guerra não deveriam ser vendidas à população comum. Neste respeito eu sou democrata, porém, enquanto o mundo inteiro diz que o terrorismo é uma ameaça mundial e um perigo iminente, o Sr Obama vai na TV e diz que o maior perigo mundial atualmente é o aquecimento global. Amigo Obama, morremos todos assassinados pelos radicais antes mesmo do que de calor...

          Você sabia que um agente do FBI foi à TV em um programa de entrevistas e disse que no governo Bush eles tinham uma lista de 3 mil nomes de possíveis ameaças e radicais vivendo nos EUA. Assim que o Obama entrou no governo veio a ordem "de cima" que estes arquivos deveriam ser apagados, deletados de todos os computadores da inteligência americana? Quatro anos depois, a lista cresceu novamente e contava com quase 3 mil nomes. Obama re-eleito e lista deletada novamente. E sabe que nomes contavam dessas listas? Dos homens que jogaram as bombas na maratona de Boston, dos que atiraram nas pessoas no restaurante na Calfórnia e muitos outros. Se isso fosse mentira, porque o governo não prendeu esse ex-agente do FBI? Porque foi isso mesmo que aconteceu. Obama não quis se pronunciar, como de costume.

            No caso dos atiradores na Califórnia, em suas páginas do Facebook, estava tudo alí, tim tim por tim tim a aliança ao ISIS. E porque não se olhou no Facebook destas pessoas? Porque o governo Obama passou uma lei que ninguém ficou sabendo que é proibido olhar nas mídias sociais dos "prováveis" terroristas, imigrantes e minorias. Como é que vamos pegar essa gente toda? Sendo politicamente corretos?? Se alguém prestar aliança a um grupo terrorista publicamente em qualquer mídia social, essa pessoa tem que sair dos EUA ou tem que ser presa. Mas os democratas acreditam que não. Isso me enfurece! Aí vem o Obama e diz na TV que "não é correto chamá-los de radicais islâmicos e que diferença faria chamá-los de radicais islâmicos?" Ué, se não vai fazer nenhuma diferença então os chamemos do que eles realmente são: RADICAIS ISLÂMICOS. Que outra religião sai hoje, matando as pessoas a torto e a direito? Eles podem nos chamar do que acreditam que somos, mundanos, infiéis, alienados, separados de Deus, pecadores, merecedores da morte e nós não podemos usar o termo "radicais islâmicos" pois não é "politicamente correto"? Inclusive, sabia você que nenhuma autoridade americana está autorizada a usar este termo? Sabia você que não se pode mais falar "Feliz Natal" no comércio nos EUA porque não é "politicamente correto" e ofende, principalmente os muçulmanos? Você sabia que o pai do Obama é muçulmano? Muita coisa se explica...tsc tsc tsc... É o que eu digo vez após vez. Eu vim para os EUA e me adaptei à cultura e às leis americanas pois acredito que é assim que deve ser. Mas estas pessoas mudam pra cá e querem que os "donos da casa" se adaptem à SUA cultura e à SUA maneira de pensar e agir. Inclusive ser atendidos na sua língua materna dentro do páis dos outros. Absurdo... e os democratas e liberais concordam... http://insider.foxnews.com/2016/06/14/dhs-whistleblower-obama-admin-scrubbed-records-muslims-terror-ties

 
Ex-agent do FBI fala sobre arquivos deletados
          Vou ser um pouco mais direto agora. A candidata "do Obama", a Hillary é, sem sombra de dúvidas, uma política de carreira da pior espécie, uma cobra.  A Dilma parece inocente, estúpida e até mesmo ingênua perto dessa mulher. Um dos membros de serviço secreto que trabalhava diariamente com ela, escreveu um livro sobre a Hillary por trás dos holofotes e todos deveriam ler. Ela mentiu sob juramento não somente uma vez, mas várias. Ela só não foi presa porque o Obama interviu. Mas há chances que ela será presa no futuro. Você sabe sobre o escândalo de Bengazi? Só quem tem coragem mesmo foi à TV e disse com todas as letras. Hillary era Secretária de Estado e recebeu emails do consulado em Bengazi dizendo do possível ataque. Resolveu ignorar. Um dia antes, recebeu um email dizendo que sabia-se que haveria um ataque no dia seguinte. Ordenou que não se fizesse nada. Quando o ataque começou, o exército pediu autorização para intervir e ela disse que não era para intervir. Tarde da noite o exército resolveu intervir contra às ordens e infelizmente por causa da longa demora 4 americanos já tinham sido mortos. Tudo isso estava registrado em emails e o que a Hillary fez? DELETOU não somente estes emails, mas também 3 mil outros que mandava e recebia de uma conta pessoal no servidor da sua casa em Nova Iorque. Ainda mais, se reuniu com as famílias das vítimas e mentiu para todos eles. Para o azar dela e sorte nossa, tudo foi descoberto, inclusive os emails entre ela e Obama no meio da noite discutindo como iriam acobertar tudo isso para que não afetasse Hillary quando fosse candidata à presidência. Interrogada, mentiu várias vezes. Quando parecia que ela iria ser realmente presa, houve um movimento do marido (que se requisitou uma reunião no aeroporto com a juíza encarreda do caso!!) e do Obama e ela saiu ilesa. Neste dia, metade dos democratas passaram para o lado dos republicanos pois os democratas acreditam que ninguém deve estar acima da lei e essa mulher simplesmente sujou o nome do partido e dos americanos. Ela é perigosa, mentirosa, vendida, inescrupulosa e tem "agendas" secretas que jamais eu e você iremos saber. No final das contas essa mulher está comprometida com gente perigosa, pois já foi provado que o comitê de campanha dela recebeu dinheiro de vários países que "odeiam" os EUA. A fundação dela está sendo investigada e pessoas já foram até presas. Se ela perder, mais sujeira aparecerá e é bem provável que veremos Hillary atrás das grades.




          E o Trump, o que dizer dele? Homofóbico? Sexista? Humanizador? Anti-imigração? Racista? Louco? Felizmente todas essas são as acusações contra Trump e nenhuma delas tem realmente fundamento. O homem não tem papas na língua e como toda pessoa que fala demais, às vezes fala besteira e coisas que se arrepende depois. No entanto, eu percebo que não há acusações de corrupção, mentira, incompetência, ou qualquer coisa do tipo. Eu sempre gostei do Trump por assistir sempre que podia O Aprendiz. Mas não sei se ele seria o melhor presidente para os EUA. Para os que não sabem, Trump sempre foi democrata, mas ao ver a lama em que os EUA está no momento, entrou independentemente na corrida presidencialista como Republicano.

          As coisas que eu gosto no Trump são o fato de ele não ser um político de carreira, não está fazendo isso por dinheiro ou fama, pois já os tem. Não aceitou dinheiro para sua campanha, devolvia cheques milionários pois sabia que com o cheque vem muitos nós e alianças esperadas. É inquestinável sua habilidade nos negócios e acima de tudo ele é patriota. Ele não é anti-imigração, já deixou bem claro isso. Ele é à favor de imigração contanto que as pessoas venham pelos meios legais. Se alguém está com medo de ser deportado se Trump se eleger, deveria estar com medo já agora pois o governo Obama foi o que mais deportou na história dos EUA. Só no ano passado foram quase 600 mil pessoas deportadas. Trump não liga para o politicamente correto se isso for ameaçar a segurança da população. E ele tem peito suficiente para exterminar o ISIS não somente dos EUA como de outros países. Muito diferente do fraco Obama que negou ajuda à França quando ela pediu e disse que o ISIS não era ameaça aos EUA, eram um bando de descamisados que se reuníam em porões usando computadores desatualizados. Ele virou piada nacional quando, somente uma semana depois, os dois malucos atiraram e mataram 14 pessoas na Califórnia dizendo ser em nome do ISIS.

          Aqui nos EUA como no Brasil eu acredito que a solução (e talvez seja em qualquer país) é que pessoas novas, não políticos de carreira, apareçam e tenha um histórico de sucesso em suas vidas pessoais. A família do Trump é exemplar. Todos os filhos trabalham desde cedo, não há drogados, vagabundos, ladrões, alcoólatras etc. Ele é casado com uma imigrante eslovena e tem um outro filho com ela também de 12 anos. Ele tem quase 70 anos e trabalha de domingo a domingo. Eu posso estar enganado, mas eu acredito que, se eleito, vai surpreender a todos, mesmo aqueles contra ele como parte da população afro-americana, gays, democratas e principalmente imigrantes. E naturalmente a próxima pergunta é: "Em quem você vai votar Renato?" A resposta é: Em nenhum dos dois pois não sou cidadão americano e não tenho direito ao voto. Abs a todos e por favor, sejam educados nos comentários. Cada um tem direito à sua opinião e a discordar também, mas sempre com educação. 

sexta-feira, 22 de julho de 2016

10 Coisas Que Aprendi com os Americanos


            Hoje o Robert está se mudando para New Jersey. É um dia triste pois, quando ele está de bom humor (e isso é raro) ele é a melhor pessoa para se estar ao lado. Ele definitivamente não gosta da Flórida e está muito ansioso para voltar para o Estado aonde nasceu, aonde tem primos, tios, amigos de infância que deixou aos 14 anos quando mudou para a Flórida. A mãe dele, a Louise vai ficar aqui morando a apenas 2 quarteirões da minha casa. Ainda somos amigos eles me consideram família, assim como eu considero a todos eles (com exceção de alguns). Segundo o Robert, e também eu pude observar em muitas visitas a New Jersey, há um grande abismo entre a maneira como o americano vive lá e aqui. Infelizmente, na Flórida, há menos respeito, mais gente sem fazer absolutamente nada, mais pessoas fazendo o que não devia entre muitas outras coisas que prefiro não citar para não parecer ingrato. Acredite, perto do Brasil, isso aqui é um paraíso e eu amo este lugar.

            Acordei hoje muito pensativo sobre esses 8 anos que vivemos juntos e tudo o que aprendi com eles e com os americanos em geral. Antes que alguém já venha escrevendo bobagens nos comentários, eu não sou deslumbrado e já escrevi aqui no Blog várias coisas que acredito serem um absurdo os americanos fazerem. O que eu vou escrever não é regra mas, o que eu observo com os americanos que eu convivo, ser o geral. Claro há exceções e pessoas muito ruins também. Neste post porém vão as coisas positivas que eu vou levar para o resto da vida. Então que a lista comece:

1- Amar os animais incondicionalmente. Eu lembro que em casa, sempre tivemos cachorros. Mas aos cachorros não era permitido a entrada em casa. Hoje pensando nas noites frias que os pobrezinhos passavam sozinhos no quintal simplesmente me parte o coração de arrependimento. O americano tem os animais de estimação dentro de casa. Eles são da família. Eles dormem na cama com eles e ele levam aonde quer que é possível os cachorros e gatos irem com eles. Quando viajam pagam um "Pet sitter". Alguém que venha e fique em casa com os cachorros 24hs por dia. Vi isso inúmeras vezes. Os americanos param o carro para o pato cruzar a avenida com os patinhos. Correm risco de morte para salvar animais em situações perigosas. Na Flórida, e eu já escrevi isso, a LEI é que cachorros não podem ficar sozinhos no quintal sem supervisão por mais de 2 horas. Por causa do calor, do sol, dos bichos, da piscina, etc. É considerado abuso e o dono pode perder o animal se denunciado. E olha que eu conheço brasileiros que deixam o cachorro preso dentro da garagem com um calor de 45-60 graus. Não posso pensar em maior crueldade.



2- Repeitar as leis. Se a lei diz assim então o americano não discute, cumpre e pronto. Aliás, eles são muito bem informados dos seus direitos e deveres. Em primeiro, lugar acredito eu, pelo temor das consequências (pois aqui a lei se cumpre). Depois porque traz um benefício comum muito maior e mais importante que o benefício pessoal. Quando há um sinal de STOP, para-se o carro, mesmo no meio da noite ou que não haja nenhum carro à vista.

3- A consciência de que o bem comum é mais importante que o bem pessoal. Já citei com respeito às leis, mas isso vai muito mais além. Por exemplo, se um restaurante se nega a atender algum tipo de pessoa devido a cor, sexo, orientação sexual, etc e isso se torna público, o americano boicota e geralmente o estabelecimento (ou rede), para prevenir uma provável falência, é forçado a pedir desculpas em rede nacional. Isso aconteceu com Chicken-Fil-A (rede controlada por cristãos) que anunciou que não faria, dentro dos restaurantes da rede, nenhum tipo de festa para pessoas da comunidade LGBT e depois teve que voltar atrás e se retratar pois a população parou de frequentar a rede e houve uma incrível perda financeira.



4- O apoio emocional e financeiro em momentos de crise. O americano se comove com a trajédia alheia. Isso ficou muito evidente no massacre, aqui em Orlando mesmo, na boat Pulse. As filas para doar sangue para as vítimas que estavam em estado crítico nos hospitais dava volta em quarteirões. Pessoas do país inteiro doaram dinheiro, alimentos, seu tempo e o que quer que fosse para ajudar os que estavam trabalhando na cena do crime. Milhões de dólares foram levantados por doações para que as famílias que foram pegas de surpresa com despesas de cemitério, velório e enterro. Psicólogos de todo o país se voluntariaram e viajaram arcando com todos os custos para dar apoio pscicológico às famílias das vítimas. A comunidade se uniu em uma só voz e milhares de pessoas de todos os tipos, de todas as escalas da vida se reuniram para prestar indignação e apoio a quem quer que precisasse.



5- Compaixão para com vítimas ou desafortunados. Já foi dito um pouco, mas por observação, eu presenciei inúmeros momentos onde o americano se compadece de desafortunados e dá seu apoio. Um exemplo está acima, mas em coisas pequenas também. Por exemplo, se os EUA está competindo com alguém, é óbvio que o americano vai torcer por seu país. Mas se Camarões está jogando contra a Inglaterra, eles torcem pelos Camarões pois sentem prazer em ver alguém que, apesar do lugar onde vive, supera os obstáculos e enfrenta o gigante Golias.

6- O amor ao seu país. Isso todo mundo sabe, o americano é patriota. Mas não é patriota somente na Copa do Mundo ou nas Olimpíadas. É patriota na hora da declaração do imposto renda, na hora de punir aqueles (americanos mesmo) que lesaram outros ou o país de alguma maneira. Geralmente, um político que é pego em um escândalo tem a carreira política encerrada. Infelizmente não é o que aconteceu com esta mulher horrível, mentirosa, inescrupulosa, vendida, falsa, que está concorrendo a presidência do país. É muito bonito ver o amor que eles têm pelo seu país, infelizmente esse não é o meu caso. O Brasil só me explorou, maltratou e desrespeitou.

7- A vontade de ser o melhor em tudo o que faz. Isso se vê em todas as facetas da vida dos americanos. Eles querem produzir os melhores filmes, os melhores shows, os melhores cantores, os melhores trabalhadores, etc. Investem milhões em pesquisas, tecnologias, saneamento, etc. A casa americana é sinônimo de conforto. Tudo é pensado para que se tenha conforto quando se está dentro de casa. Na época da faculdade, os "americanos" sempre queriam ser os melhores alunos e se superar em qualquer projeto. Enquanto os "outros" só queriam o diploma fazendo o mínimo que pudessem.

8- Não ligar para o que as pessoas pensam de você. Nós brasileiros temos uma cultura muito européia nesse sentido. Na Itália eu via mulheres com casacos de pele dentro do supermercado. Nós achamos inconcebível ir de pijamas ao posto de gasolina. Damos uma importância extraordinária a aparência e ao que os outros pensam da gente. O americano não está nem aí para essas coisas. Se ele está confortável, isso é o que importa. Por isso compram camisetas um número maior pois não apertam ou diminuem os movimentos, não importa se parecem "sloppy" (desleichado). As mulheres só usam salto alto "raramente".



9- A mulher que trabalha em casa e cuida da família tem muito respeito. Se uma mulher diz em qualquer lugar que ela é uma "stay home mom" (dona de casa) o americano aplaude. Porque sabe que tipo de trabalho essa mulher enfrenta e que, não está deixando a educação de seus filhos às mãos de outros, mas deixou uma carreira e um salário de lado, para se dedicar ao marido e aos filhos. No Brasil além de ser mal visto, depois, quando os filhos crescem essa mulher encontra muitas dificuldades para entrar novamente no mercado de trabalho. O americano em geral tem um zelo extraordinário por essas mulheres. O mesmo se dá para mãe solteiras ou pai solteiras. O termo é "single mother" ou "single father". Uma mulher ou homem que cria seus filhos sozinha.



10- Não há idade para trabalhar. Todos os dias se vê pessoas de idade que, em vez de ficarem em casa "curtindo" a aposentadoria estão trabalhando com 60, 70 ou 80 anos. No Home Depot, no Publix, se vê senhores e senhoras de idade trabalhando. Eu já vi uma senhora de uns 70 anos dirigindo um ônibus escolar. Imagine a minha cara, parado no semáforo, olhando de queixo caído essa senhora vir pela direita, pilotando aquele ônibus amarelo enorme, com seu cabelinho chanel branco como a neve e virar esse enorme ônibus em minha direção e passar ao meu lado e ainda por cima mandar pra mim um sorrizinho.



            Essa lista é pessoal. Claro que se alguém vive aqui, deve ter a sua própria. Fique à vontade para compartilhar com os leitores. Claro também há os da turma do contra, que vivem aqui e só reclamam, que irão comentar metendo o pau nos americanos mas que não voltam morar no Brasil nem morto. Que talvez, por causa do seu próprio comportamento, sofreu preconceito ou discriminação porque fez coisa errada e geralmente, não assume os próprios erros. A estes eu nem respondo mais pois é exaustivo...

            Eu desejo de todo o coração que o Robert se dê muito bem em New Jersey. Na nova casa, no novo emprego e que faça muitos amigos e que seja feliz. Eu serei eternamente grato por todos os ensinamentos (assim como sei que eles aprederam muito também comigo), por cuidarem de mim, pela ajuda, a compreensão, o companheirismo e por fim, por permitir que eu fizesse parte da vida deles por esses oito anos. Do fundo do meu coração eu afirmo: Seremos amigos pra sempre

Robert e Louise Belfi

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